Se para as farmácias associadas, os benefícios estão na escala de negociação, no acesso a campanhas nacionais e no suporte de gestão de farmácias, a indústria também se beneficia do modelo de associativismo farmacêutico, que garante maior capilaridade, execução padronizada no ponto de venda e dados em tempo real sobre a performance de seus produtos.
Segundo Edison Tamascia, presidente da Farmarcas, a relação com a indústria farmacêutica é construída com base em confiança mútua, dados e execução.
“Desde sempre nós criamos essa interface. Hoje temos uma relação 100% estabelecida com absolutamente 100% do mercado. Todos os players passam por aqui e nós os visitamos também. Isso aproxima. Isso gera negócio, isso gera possibilidades”, afirma Tamascia.
Para ele, o segredo está na conexão entre escala e personalização. “A indústria farmacêutica tem que ganhar, a distribuição tem que ganhar, nós temos que ganhar para que o nosso consumidor também ganhe.”
Espaços próprios para a Carmed
A Cimed é uma das principais parceiras da associação e vê no modelo do associativismo farmacêutico uma alavanca para crescimento sustentável. Segundo João Adibe, CEO da companhia, a parceria com a Farmarcas é estratégica para sustentar a expansão da empresa junto às farmácias associadas.
“A Farmarcas é a rede mais digital e ágil do varejo farmacêutico brasileiro”, afirma. Para ele, a sinergia entre as duas companhias está na capacidade de escalar ações nacionais com execução regionalizada e inteligente.
A farmacêutica — que tem em seu portfólio marcas como Lavitan, Carmed, Cimegripe — passou por um ciclo acelerado de expansão. E boa parte dessa escalada tem como alicerce o fortalecimento da presença no pequeno varejo, que hoje representa cerca de 40% do faturamento da empresa, e as farmácias associadas têm um papel relevante nisso.
Ele cita como exemplo a linha Carmed, voltada à geração Z: “A Farmarcas foi a primeira rede a estruturar espaços próprios para a marca, com gôndolas temáticas, treinamento de equipe e ações integradas em redes sociais.”
O resultado foi um salto nas vendas e na conexão com o público jovem — uma estratégia que reforça o posicionamento da Cimed como um player da indústria farmacêutica mais próximo do consumidor final.
Adibe ressalta que a Farmarcas oferece o que chama de “escala com sensibilidade regional”, um diferencial que grandes estruturas logísticas e operacionais dificilmente conseguem replicar.
“A Farmarcas nos permite estar em cidades onde antes nem cogitávamos vender. E mais do que estar presente, conseguimos ativar campanhas adaptadas ao perfil de cada região”, explica Adibe.
Sinergia com a indústria
A colaboração entre Farmarcas e seus parceiros não se limita à Cimed. Também é vista como estratégica por outros grandes players da indústria farmacêutica.
“O melhor jeito de você comprar bem é você vender mais”, resume Tamascia. “Não adianta brigar por desconto o tempo todo. O importante é ser relevante — e essa relevância vem da nossa escala, da nossa execução e da capacidade de entregar resultado na ponta.”
A EMS é um dos exemplos dessa conexão consolidada. A relação com a Farmarcas antecede a criação da própria rede.
“Nosso ex-presidente, Luiz Borgonovi, acompanhou desde o início a visão de Edison Tamascia sobre o associativismo farmacêutico. Apostou antes mesmo de o modelo ganhar escala”, diz Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.
Com 18 anos de liderança consecutiva no mercado farmacêutico nacional, a EMS opera com um portfólio robusto — que vai de genéricos e medicamentos de prescrição até produtos de marca como Repoflor e Enterofigon. Essa diversidade é um trunfo na parceria com a Farmarcas, que, segundo Sanchez, oferece estrutura estratégica e execução de loja em loja.

Adaptabilidade constante
A farmacêutica destaca ainda a capacidade de adaptação da rede como diferencial competitivo para a gestão de farmácias. “Mudou o modelo de loja? Eles mudam. Mudou a forma de precificar? Eles acompanham. Têm mais tecnologia? Eles implantam”, resume Sanchez.
A EMS atua com presença direta no ponto de venda por meio de promotores, representantes e dashboards compartilhados com a rede — além de manter um profissional alocado na central da Farmarcas para garantir alinhamento contínuo.
Para Sanchez, o modelo de associativismo farmacêutico da Farmarcas representa o futuro do varejo farmacêutico brasileiro por um motivo simples: convergência.
“A Farmarcas trabalha com clareza de propósito e alinhamento de interesses. É bom para o varejista, é bom para a indústria farmacêutica e, no fim, é melhor para o consumidor, que tem acesso qualificado a serviços e produtos onde antes não havia nada”, conclui.
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